


















A Cooperativa Nascente estabeleceu um protocolo com a ESAD para renovar a identidade visual do CINANIMA, marcando uma nova era para o futuro do festival.
Após 50 anos, a Cooperativa Nascente olha para o futuro com a mesma convicção com que consolidou o seu percurso nas últimas cinco décadas: a cultura cresce através da colaboração. É nesse sentido que nasce a parceria entre o CINANIMA e a Escola Superior de Artes e Design (ESAD). Formalizada através de um protocolo de cooperação com duração de três anos letivos, esta colaboração pretende dar aos estudantes a oportunidade de aprender com projetos reais, promovendo simultaneamente a sua formação e a renovação da identidade visual do festival.
A relação entre as entidades não é recente. Ao longo dos últimos anos, o festival e a ESAD têm desenvolvido diversas iniciativas em conjunto, incluindo a criação de um genérico para o festival, a criação de uma instalação artística por parte dos estudantes de Design de Interiores e a participação do CINANIMA em atividades letivas, workshops e sessões com realizadores convidados.
“Há um diálogo e um estreitamento de relação com o CINANIMA que agora se materializa sob a forma de protocolo”, explica Tomé Quadros, diretor pedagógico da ESAD.
O protocolo contempla três áreas fundamentais para a identidade visual do CINANIMA: o cartaz, desenvolvido pelos estudantes de Design de Comunicação, o genérico, a cargo dos alunos de Artes Digitais e Multimédia, e o troféu do festival, produzido pelos alunos de Design de Produto.
Os estudantes de Design recebem o testemunho do designer João Machado, responsável pela criação da identidade visual do festival e pelos seus cartazes ao longo dos anos. Com uma carreira internacional amplamente premiada e distinguida, João Machado é uma referência incontornável do design gráfico português.
Inicialmente prevista para dois anos letivos, o protocolo foi alargado para três anos por sugestão da ESAD. Para Tomé Quadros, este período permitirá aos estudantes desenvolver competências em contexto real, consolidando conhecimentos e enfrentando desafios concretos, muito para além dos exercícios académicos tradicionais.
Esta visão está profundamente alinhada com a filosofia da instituição. O ensino na ESAD assenta numa lógica de learning by doing, privilegiando a experimentação e o contacto direto com o universo profissional. “É muito importante que os alunos aprendam numa dimensão do saber fazer em contexto de cenário real”, sublinha o diretor pedagógico. A ligação a uma instituição de referência como o Cinanima, reconhecida nacional e internacionalmente, constitui simultaneamente uma oportunidade e uma responsabilidade acrescida para os estudantes.
“Para mim o CINANIMA é uma instituição de referência, com prestígio e reconhecimento, e para nós, isso reveste ainda de maior importância essa participação dos nossos estudantes”, louva Tomé Quadros.
Por sua vez, o festival beneficia da energia criativa e dos novos olhares de uma geração de talentos emergentes.
Num ano particularmente simbólico, em que o CINANIMA celebra o seu 50.º aniversário, Tomé Quadros destaca o impacto cultural do festival em Portugal, que se reflete no interesse crescente do público em geral e, especialmente, dos alunos no cinema de animação. “Sentimos que os alunos, com alguma consistência e com resultados muito interessantes, caminham muito para esse lado da animação, da ilustração, que é uma área colateral, mas que não deixa de ser interessante perceber que há aqui um desdobramento”, comenta Tomé Quadros.
O diretor acredita ainda que esta parceria poderá evoluir para novas áreas de colaboração no futuro. Para além da produção de elementos visuais, existe potencial para desenvolver projetos de investigação, mesas-redondas, conferências, workshops e outras iniciativas que estimulem o pensamento crítico e a reflexão sobre o cinema de animação e as indústrias criativas.